Solo

Região sul

       No sul de Minas, região de transição para o cerrado, o feijoeiro é cultivado praticamente em todas as unidades de solo presentes, com textura variando de arenosa leve até argilosa pesada.

       O crescimento das plantas e a produção de feijão dependem das características químicas do solo, como o pH deste, não havendo limitações climáticas e nem impedimentos físicos para o desenvolvimento das raízes.O feijão é uma espécie vegetal altamente sensível à acidez, e por isso ele é plantado na região Sul, onde o pH é apresentado em uma faixa  inferior a 5,5 a 6,5 e possui maior produtividade, devendo receber calagem antes da implantação da lavoura de feijão. Além disso, esse tipo de solo possui uma alta capacidade em suprir os nutrientes nas quantidades adequadas ao crescimento e produção das plantas.De maneira geral, como a concentração dos nutrientes na solução dos solos do sul de Minas Gerais é baixa, e como o volume de solo explorado pelas raízes do feijoeiro é pequeno, boas produções somente são obtidas em solos devidamente adubados.

        A calagem e adubação devem ser sempre calculadas a partir de prévia análise do solo. Devido à natureza dos solos dessa região, deve ser dada especial atenção à adubação fosfatada, além de cuidados quanto à correção dos níveis de zinco nos solos de cerrado, principalmente após calagem, e boro, especialmente em solos de várzea.

Região Centro – Ocidental

  O solo, em geral, é classificado como latossolo, ácido e distrófico, apresentando baixa concentração de nutrientes, como o nitrogênio, o fósforo, o potássio,o cálcio e o magnésio, além da alta saturação de alumínio. A baixa concentração desses nutrientes e a alta concentração de alumínio no solo prejudicam a produção de biomassa aérea das plantas (crescimento), causando o escleromorfismo da vegetação nativa e também influencia na baixa produção de serrapilheira ao longo do ano, se for considerado os biomas savânicos do Cerrado.

         Além disso, o solo é ácido, apresentando um pH que varia aproximadamente de 4.3 a 6.2. Se o pH for alto ocorrerá a formação de fosfatos cálcicos insolúveis tornando os nutrientes essenciais indisponíveis para a ciclagem, e pode diminuir a absorção de micronutrientes (nutrientes menos necessários) como o ferro (Fe), Cobre (Co) e outros.Caso o pH seja alterado, haverá dois problemas, a influencia na indisponibilidade dos nutrientes, como no caso do fósforo e a geração da toxicidade de determinados elementos, tais como o alumínio, onde a sua toxicidade é severa quando o pH está abaixo de 5.

Região Oriental

O solo, em geral, é bastante raso, com pH ácido, pouco ventilado, sempre úmido e extremamente pobre, recebendo pouca luz, devido à absorção dos raios solares pelo estrato arbóreo. A umidade e a presença de grande quantidade de matéria orgânica (serrapilheira) tornam o solo favorável à ação de microorganismos decompositores (fungos e bactérias) que possibilitam o aproveitamento dos nutrientes e sais minerais pelos vegetais.

          Além disso, nesse tipo de solo são favoráveis o desbarrancamento e a erosão. O ciclo de deslizamentos e de erosões ocorrem nas partes altas e a deposição nas partes baixas, promovendo a renovação do solo, desnudação das encostas, formação de clareiras e dando espaço para o início de novas associações. A vegetação de grande porte, apensar da baixa profundidade do solo, consegue sustentar-se porque  possuem raízes tabulares e raízes escora, paralelas ao solo e intrincadas, formando uma espécie de “manta de raízes” . Já alguns animais (minhocas, coleópteros, entre outros) desenvolvem atividades que resultam no revolver do solo, facilitando a absorção de água e sais minerais, além de auxiliar na formação do húmus, material rico em nutrientes.

Região Norte

          Apesar de pouco profundos e às vezes salinos, os solos contêm boa quantidade dos minerais básicos para as plantas. O maior problema da caatinga é realmente o regime incerto e escasso das chuvas, cuja maioria dos rios secam no verão. Além disso, ele é pedregoso e alcalino e não armazena a chuva que cai. As altas temperaturas causam uma evaporação intensa e a sua salinização. Na estação seca a temperatura do solo pode chegar a 6oº C.